quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

IVº DOMINGO DE ADVENTO

_   Reunir-se à volta da coroa de Natal e colocar sobre a 4ª vela a Palavra de ordem desta quarta semana: “Acolher

_   Escutar o texto de Mt 1, 18-24
(…)Tudo isto aconteceu para se cumprir o que o Senhor tinha dito pelo profeta: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho; e hão-de chamá-lo Emanuel, que quer dizer: Deus connosco.(…)
_   Rezar a Oração e acender a vela.
Senhor Jesus
estamos preparados
para te receber.
Ajuda-nos a não ter medo
de te acolher e de falar de ti
A não termos medo de ostentar
os sinais da nossa fé.
Enriquece-nos na tua verdade
E dá-nos luz para o futuro
Para que as nossas famílias
Sejam acolhedoras da vida
Que foi revelada pelo anjo a Maria e a José.

_   Para a família: Ao longo da semana, seria interessante a família reunir alguns alimentos, roupas e calçado e oferecer na catequese para serem doados à loja criada na paróquia (na Junta de Freguesia) para  ajudar famílias carenciadas da freguesia. (Este movimento surgiu por ser o ano da Solidariedade e Erradicação da Pobreza e visa ajudar os que mais precisam)

IIIº DOMINGO DE ADVENTO

Reunir-se à volta da coroa de Natal e colocar sobre a 3ª vela a Palavra de ordem desta terceira semana: “Anunciar

_ Ler o texto de Mateus 11, 2-11
João Baptista, que estava preso, ouviu falar das obras de Cristo e enviou-lhe os seus discípulos com esta pergunta: «És Tu aquele que há-de vir, ou devemos esperar outro?» Jesus respondeu-lhes: «Ide contar a João o que vedes e ouvis: Os cegos vêem e os coxos andam, os leprosos ficam limpos e os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e a Boa-Nova é anunciada aos pobres.(…)

_   Rezar a Oração e acender a vela.
Senhor Jesus, nesta terceira semana
Queremos sentir a alegria de sermos teus mensageiros.
Entusiasmados pela profundidade e beleza da nossa fé
Queremos levar-te ao mundo, aos amigos, aos vizinhos,
Aos mais distantes, às gerações futuras.
Ajuda-nos a reconhecer sempre a urgência
De nos levantarmos e partir,
Sendo profetas audazes da Missão.

_   Para a família: Ao longo da semana procurar sair dos nossos comodismos para irmos ao encontro dos pobres, marginalizados, frágeis e levar-lhes a luz da esperança! Seria interessante, em família, visitar algum doente ou idoso e levar-lhe a alegria de anunciar o Deus que vem.

sábado, 4 de dezembro de 2010

FESTA DE NATAL 2010

Caros Pais

É com muita alegria que catequese da Paróquia Sta. Maria de Atães, o convida para participar na Festa de Natal que acontecerá no dia 18 de Dezembro às 16.30h.

Não percam será
                            maravilhoso! Desde já
                                         esperamos por vocês.


Atenciosamente: Catequese

domingo, 28 de novembro de 2010

II SEMANA DO ADVENTO

 
 _  Reunir-se à volta da coroa de Natal e colocar sobre a 2ª vela a Palavra de ordem desta segunda semana: “Preparar

_  Ler o texto de Mateus 3, 1-12
      Apareceu João, o Baptista, a pregar no deserto da Judeia. Dizia: «Convertei-vos, porque está próximo o Reino do Céu.»(…)
        João trazia um traje de pêlos de camelo e um cinto de couro à volta da cintura; alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre. Iam ter com ele os de Jerusalém, os de toda a Judeia e os da região do Jordão, e eram por ele baptizados no Jordão, confessando os seus pecados.(…)

_   Rezar a Oração e acender a vela:
Senhor Jesus ao acender
a segunda vela da nossa coroa de Advento
Queremos preparar a tua chegada
De mãos dadas com os irmãos
De diferentes línguas, culturas e credos.
Permite que não sejamos indiferentes
A nada e a ninguém que nesta semana
Nos fala de Ti.

_   Para a família: Ao longo da semana procurar esvaziar-se do egoísmo, do orgulho, da auto-suficiência, da vaidade, da mentira… Criar oportunidades de reconciliação dentro do espaço familiar. Procurar-se o sacramento da reconciliação.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

I SEMANA DE ADVENTO


_   Escolher um lugar de destaque da casa para construir o símbolo da nossa Caminhada de Advento.

_   Colocar sobre a 1ª vela a Palavra de ordem desta primeira semana: “Vigiar

_   Ler o texto Mateus 24, 37-44
“(…)Ficai sabendo isto: Se o dono da casa soubesse a que horas da noite viria o ladrão, estaria vigilante e não deixaria arrombar a casa. Por isso, estai também prepa-rados, porque o Filho do Homem virá na hora em que não pensais.”

_   Rezar a Oração e acender a vela:
Senhor Jesus, ao acender
esta primeira vela da coroa de Advento
queremos manifestar a nossa vontade
de nos mantermos vigilantes na fé e na oração,
abrindo o nosso coração aos sinais da tua vida.
Que neste mundo em mudança
tomemos como missão
vigiar a casa do nosso coração
para que nada nos distraia,
nem ocupe o Teu lugar.

_   Para a família: Ao longo da semana olhar com o coração, ver mais longe. Procurar olhar o pai, a mãe, o filho, o irmão, a esposa ou o marido com olhar de amor que quer ver além das aparências, estar atento às suas reais necessidades. Estar atento às necessidades da casa, ajudar o pai e a mãe.

Tomar conta da palavra que toma conta de nós...

Mensagem de Advento/Natal do Arcebispo de Braga


“Ide contar a João o que vedes e ouvis: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, e a boa nova é anunciada aos pobres”(Mt 11, 3)
Há períodos que, nos ritmos que a liturgia nos sugere, se revestem duma particular importância. O tempo do Advento, na sua ligação profunda com o Natal, é um desses momentos a que o programa Pastoral poderá dar uma indicação precisa.
Os tempos antigos recordam-nos como a caridade com os pobres acontecia espontaneamente. Se se batia às portas durante todo o ano, neste período havia a preocupação nas famílias, inculcada aos filhos, de que pelo Natal não faltasse nada aos mais necessitados. Poderia ser pouco, mas muito se partilhava, para dar alegria a quem convivia com necessidades. Se outrora a noite de Natal motivava para a partilha, a noite escura de muitas famílias na actualidade reclama um conjunto de atitudes para Viver a Palavra – testemunho de Cristo: “Ide contar a João o que vedes e ouvis: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, e a boa nova é anunciada aos pobres”. Esta é a ideia que gostaria de comunicar a toda a Arquidiocese, não só para este período, mas para fazer com que ela entre na mentalidade cristã de agir, permanentemente, em favor dos mais necessitados.
Se é importante abrir os olhos para que a aurora do Natal da Vida aconteça em muitos lares, importa reinterpretar os nossos estilos de vida em termos duma maior solidariedade efectiva. Isto pode significar uma revisão mental ao conteúdo de algumas virtudes, que, vividas, permitem a partilha e irá dar um novo brilho a muitos olhos tristes.
Nesta quadra de Advento só quero enumerar quatro virtudes. Explicitar, semanalmente
1 Temperança: nasce duma sensibilidade capaz de estabelecer uma justa ordem entre a satisfação pessoal através do que é necessário e do que é facultativo.
Não estaremos presos a teias de coisas que consideramos imprescindíveis e não o são?
2 Sobriedade: leva a considerar que o excesso pode ser prejudicial à saúde e, em muitos casos, torna-se um insulto a quem não consegue o mínimo.
Não haverá excessos verdadeiramente prejudiciais e que controlados poderiam ser ajuda fraterna?
3 Abstinência: vista como moderação no comer, estabelece uma ordem sadia com benefícios para uma qualidade de vida.
Não encontraremos apegos desmesurados a gostos e prazeres que podem e devem ser evitados?
4 Auto-domínio: controla as pressões que surgem de todo o lado e podem escravizar impondo hábitos e rotinas prejudiciais à vida familiar e pessoal.
Não nos encontraremos presos a rotinas impensadas que nos tornam meros imitadores sem reflexão prévia capaz de justificar as atitudes?
Caminhando nas exigências destas virtudes, não encontramos nelas um fim absoluto. Ajudam-nos a criar uma vida mais sóbria e a exercitar a partilha.
Querendo “Viver a Palavra” concretizo este estilo de vida mais austero, neste tempo e sempre, numa sugestão ousada. Cada um escolheria um dia, por semana, para efectuar jejum daquelas coisas que não são absolutamente necessárias (um café, menos tabaco, um bolo, uma refeição frugal, prendas de Natal menos caras e mais significativas…). Com estes comportamentos surge algo para partilhar e entregar na paróquia, numa caixa colocada para o efeito, e o pároco indicaria no dia da Sagrada Família, 26 de Dezembro, o total recebido. Metade desta quantia ficaria para os pobres da paróquia (Conferências Vicentinas ou outros) e outra metade seria entregue nos Serviços Centrais, que colocaria nas mãos da Caritas (que coordenaria e distribuiria a outras Instituições) para responder a solicitações de toda a Arquidiocese provindas sobretudo de paróquias com menos possibilidades. Tudo daria origem a um Fundo que não pretende substituir o Fundo de Solidariedade Social criado pela Conferência Episcopal Portuguesa.
Esta iniciativa é destinada, particularmente, aos cristãos. Mas atrevo-me a pedir a estes que motivem outros para esta iniciativa. Será uma experiência de sensibilidade humana e de solidariedade cristã.
Aos sacerdotes, numa sugestão do Conselho Presbiteral, peço o correspondente ao que recebem num mês. A alegria de dar começa, também, por este sinal sacerdotal.
Nesta mensagem de Advento/Natal procurei ser concreto. Gostaria que este novo modo de viver fosse apanágio dos cristãos. Aceitando-o poderemos partilhar e vivenciar o autêntico sentido da esmola. E aqui pode estar o Natal onde Cristo, a Palavra, se incarna para dar dignidade à vida de todos os homens. Espero que, particularmente neste território da Arquidiocese, onde temos pessoas e famílias com carências profundas – a quem exprimo o meu amor e afecto – as Comunidades cristãs lhes dêem de comer, não só no Natal de um dia, mas sempre. Esta é a razão deste fundo, que chamamos “Fundo Partilhar com Esperança”, que ajudará a experimentar a alegria a quem dá e a sentir maior tranquilidade a quem recebe (a entregar nos Serviços Centrais ou NIB: 001 000 004 565 964 000 161).
Comecemos esta quadra litúrgica de maior atenção aos carenciados com empenho e cultivemos uma cultura do dar para que a esperança renasça em muitos corações.

Braga, Solenidade de Cristo-Rei,
21 de Novembro 2010

† Jorge Ortiga, A.P.